
Uma das coisas mais legais de assistir esportes pela TV é poder sentir o ambiente da torcida no estádio (ou ginásio, no caso de vôlei ou basquete). Infelizmente, no Brasil muitos torcedores não podem ir aos estádios, por motivos de segurança. A tecnologia, porém, resolve o problema colocando o som da torcida dentro da sua sala.
Para ampliar o impacto dos sons em torno do jogo, os fabricantes de TVs desenvolveram uma série de softwares, muitos deles hoje comandados por algoritmos de IA. Com eles, é possível:
*Separar os sons da narração, da torcida e aqueles captados dentro do campo (ou da quadra);
*Gerenciar esses fluxos de áudio como arquivos digitais separados;

*Permitir que a narração continue inteligível mesmo nos momentos de maior barulho da torcida;
*Fazer os devidos ajustes em tempo real, via algoritmos.
Como atuam os algoritmos de áudio
Recentemente, a Samsung lançou, por exemplo, o “Modo Estádio” para dar ao usuário a chance dele mesmo fazer os ajustes conforme suas preferências. Acionando esse recurso, o processador da TV passa a atuar de forma dinâmica sobre cada uma das fontes de áudio numa transmissão: narração, sons do campo e os que vêm da torcida.

Numa TV sem IA, esses sons aparecem misturados e não é possível modificá-los. Se há muito barulho na sala, por exemplo, perde-se parte da narração. Isso pode até ser bom, considerando o nível atual dos narradores, mas compromete a experiência. TVs com IA possuem sensores que identificam os ruídos no ambiente e ativam os algoritmos para subir a voz do narrador nesses momentos.
Mas não é apenas a Samsung. Todos os fabricantes que vêm lançando TVs com IA utilizam esse tipo de software. A diferença está no processador, que pode ser diferente (com mais ou menos eficiência) de uma marca para outra.
Maior imersão sonora

Como acontece nos filmes ou na música, o objetivo desses avanços é proporcionar ao usuário a maior imersão possível no conteúdo que está assistindo. Isso é feito através de ferramentas como reforço de reverberação ambiente, um tipo de processamento que utiliza referências espaciais. No caso de futebol, esse recurso recria na TV o som ambiente com base em medições já feitas em estádios.
Outra ferramenta de áudio interessante é o que se conhece por phase shaping, algo como “modelagem de fase”. São algoritmos que manipulam as ondas sonoras para corrigir cancelamentos entre elas, acentuar os efeitos de eco que são comuns em estádios ou ampliar a sensação de envolvimento, com o som vindo de todos os lados.

Aqui, é importante mencionar o uso de padrões de áudio imersivo, principalmente Dolby Atmos, nas transmissões esportivas. Emissoras como Globo e a TV Cultura-SP já vêm há alguns anos utilizando Atmos na cobertura de eventos. Nesta Copa do Mundo, também o SBT anunciou a novidade (veja aqui), que tende a se tornar comum com a chegada da TV 3.0.
Com processamento digital, ficou mais fácil para as emissoras introduzirem áudio imersivo em suas transmissões. Cada som é convertido em conjuntos de bits que os profissionais chamam objetos de áudio. E esses objetos podem ser distribuídos no ambiente do usuário, ao utilizar uma TV compatível.
E nunca é demais lembrar: quem puder ligar sua TV a uma soundbar ou receiver Dolby Atmos perceberá tudo isso de forma mais clara e envolvente.
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