
Doze estados americanos protocolaram na Justiça nesta 2a feira (13) uma ação para impedir a venda da WBD (Warner Bros Discovery) ao grupo Paramount Skydance. A proposta de compra, no valor de US$ 110 bilhões, foi anunciada em fevereiro após uma disputa com a Netflix, que também queria adquirir a WBD.
Na ação, procuradores estaduais alegam que a aquisição reduziria a concorrência nos segmentos de televisão, cinema e streaming, além de elevar os preços para os consumidores. O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, junto com outros onze colegas, citou a Lei Clayton, que nos EUA proíbe negociações que aumentem a concentração e afetem a concorrência.
Se for concretizada a compra da WBD, a Paramount passará a controlar cerca de 27% de todo o mercado de produção e distribuição de filmes, diz o texto da ação. A WBD é atualmente a terceira maior empresa do setor, com marcas como HBO, CNN, CBS e Discovery. Juntando-se à Paramount, passaria para o segundo lugar, atrás apenas da Disney.
Além dos riscos para a concorrência, os procuradores citam na ação que o acordo pode provocar ao desemprego milhares de trabalhadores, incluindo atores, diretores, roteiristas e profissionais técnicos. Em sua defesa, a Paramount anunciou que, com a aquisição, teria melhores condições de competir com big techs como Netflix e Amazon. Informou ainda que se o acordo for aprovado irá lançar cerca de 30 filmes por ano.
Os doze estados representados na ação são governados pelo Partido Democrata, que desde fevereiro vem criticando o presidente Donald Trump por se envolver no negócio (o que ele nega). Larry Ellison, dono da Oracle, e seu filho David, CEO da Skydance, estão entre os maiores financiadores de Trump e do Partido Republicano.
Por influência de Trump, o Departamento de Justiça deu sua aprovação à compra da WBD apenas algumas semanas após a formalização do acordo.
FONTE: Media Talks
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