
FOTO: CPG
Apesar da baixa repercussão da TV 3.0 durante a Copa do Mundo, o governo federal decidiu que o novo padrão de TV digital será a base para a comunicação pública no país nos próximos anos. A ideia é reunir todos os serviços públicos (previdência, saúde, educação, segurança etc.) numa plataforma única, que incluirá as emissoras de TV estatais e poderá ser acessada nas telas de TV.
“Serão serviços segmentados, pensando no cidadão como alguém que recebe o serviço em casa, o que é um direito dele”, explicou o secretário de Políticas Digitais da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, João Brant. Segundo ele, a EBC (Empresa Brasileira de Comunicação), definida como operadora da plataforma, será a responsável por administrar essa infraestrutura compartilhada.
Além da TV Brasil, a chamada Plataforma DTV+ reunirá todos os canais geridos pela EBC, como Canal Gov, Canal Educação, Canal Saúde e Tela Brasil. Incluirá também todos os serviços agregados no canal Gov.br, que permitem aos usuários acesso a suas contas de Previdência Social, SUS, Enem, campanhas de vacinação, documentos pessoais etc.
Decepção na estreia
O padrão brasileiro de TV 3.0 fez sua estreia durante a Copa do Mundo, com a TV Globo iniciando a oferta de serviços interativos em suas transmissões. Para receber o sinal o usuário precisa ligar sua TV a um conversor DTV+, que alguns fabricantes nacionais começaram a comercializar dias antes do início do evento (aqui, os detalhes). O custo do aparelho, porém, foi considerado alto demais: cerca de R$ 700.
As transmissões de jogos com sinal DTV+ podem ser captadas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasilia. Mas os primeiros testes com os conversores foram decepcionantes, com lentidão no acesso ao menu e baixa taxa de transferência de dados (veja este vídeo). Além disso, os fabricantes – Intelbras, Aquário e Century – não fornecem orientações sobre instalação e configuração dos aparelhos.
Segundo o ministro das Comunicações Frederico Siqueira, esses problemas são naturais de um projeto novo, que ainda está em fase de maturação. “Faz parte do processo de transição para uma nova tecnologia tão inovadora. Os problemas serão resolvidos por todo o ecossistema de parceiros”.
FONTES: Agência Brasil e Tela Viva
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