
Um dos maiores negócios do mercado mundial de automação está para ser confirmado: a gigante francesa Schneider apresentou proposta de compra da Shelly, fabricante sediada na Bulgaria, oferecendo cerca de 1,2 bilhão de euros (R$ 6,7 bilhões ao câmbio atual).
Os dois principais acionistas da Shelly, Dimitar Dimitrov e Svetlin Todorov, já concordaram com a venda, que ainda precisa ser aprovada pelas autoridades búlgaras. O pagamento será totalmente em dinheiro, e os detalhes do acordo deverão ser finalizados no primeiro semestre de 2027. O valor anunciado é 22% mais alto que a cotação da Shelly no mercado acionário europeu em 23 de setembro último.
A marca Shelly pertence à empresa Allterco, fundada em 2013, especializada em soluções de automação para casa inteligente, incluindo motores, sensores e controles de cortinas, dispositivos IoT e gerenciamento de energia. No Brasil, a empresa tem distribuição através da GoOn. Segundo dados oficiais, o Grupo Shelly faturou cerca de R$ 380 milhões no primeiro semestre deste ano, com lucro líquido de R$ 86 milhões.
De olho no segmento residencial
Já a Schneider Electric, com mais de 180 anos de história, é um dos maiores grupos industriais da Europa. Produz equipamentos para automação industrial, proteção elétrica, data centers e controles de energia. Em 2025, o grupo teve receitas da ordem de 40 bilhões de euros (aproximadamente R$ 225 bilhões).
A proposta de compra da Shelly visa ampliar a presença da Schneider no segmento de automação residencial. Os produtos da marca, que é uma das líderes do segmento na Europa, estão presentes hoje em cerca de 6,7 milhões de domicílios, com uma rede de 8.600 integradores parceiros. Segundo a empresa, sua receita vem crescendo em média 40% ao ano desde 2022.
Um dos destaques da Shelly é sua plataforma de gerenciamento de energia via software, adaptável para casas, apartamentos e edifícios comerciais. Trata-se de uma solução escalável, e de baixo custo, que pode ser adotada tanto em edificações novas quanto em projetor de retrofit.
Nos últimos anos, a empresa focou em soluções de gerenciamento local, que não dependem de nuvem nem de servidores externos. Lançou ainda um sistema doméstico de armazenamento de energia solar, alimentado por bateria.
FONTE: Reuters



