Como (e por que) escolher amplificador para o home theater

Se você possui um receiver que não seja top de linha, já deve ter parado para pensar como o desempenho de suas caixas poderia ser diferente se estivessem conectadas a um amplificador, nem que fosse estéreo. Ok, um power seria inviável no seu sistema por ser mais caro, robusto demais e pouco prático de operar, certo? Errado.

Há boas opções à venda no mercado, inclusive produzidas por empresas nacionais, de custo mais atraente, que não ocupam muito espaço no móvel e podem ser facilmente integrados com o receiver que você já tem. São amplificadores de circuito Classe AB ou Classe D, de gabinete compacto e alguns até com conexão para automação. E podem agregar muito a um sistema.

Não se engane com potência

Quando estamos pesquisando um receiver a primeira especificação observada é a potência. Na ficha técnica, os fabricantes costumam mostrar que foi medida dentro da faixa audível de audição, que vai de 20Hz a 20kHz, ou dos médios (1kHz), mas só com os dois canais em operação. Se essa potência fosse extraída com todos os canais funcionando, seria consideravelmente menor.

Calma, não se trata de uma “pegadinha”, mas uma constatação: ao reproduzir a trilha de um filme, nem todos os canais necessitam liberar a mesma carga de potência simultaneamente. Em geral, os canais de surround – laterais, traseiros (Back) ou verticais (Heights ou Atmos) – não demandam tanta carga, pois sua função é recriar a sensação de ambientação das salas de cinema.

Voltando à medição dos dois canais nos receivers, os números são resultados de uma potência máxima atingida com determinada distorção, por vezes maior que a de um amplificador separado. Portanto, se você gosta de ouvir música, seja em estéreo ou multicanal, a dica é investir em um amplificador.

Só esse aparelho pode dar aquele “fôlego” extra que falta ao receiver, e assim ajudar as caixas frontais a responder com graves mais presentes e incisivos. Além disso, se estiver pensando em substituir suas caixas frontais bookshelves por torres possivelmente vai precisar de uma potência maior dedicada a esses canais, como a oferecida por um amplificador externo.

Como integrar ao sistema

A melhor forma de usar um amplificador num sistema é pelas saídas pré-amplificadas do receiver. Basta conectar um cabo de áudio estéreo entre as tomadas RCA PRE OUTPUT FRONT L/R do receiver e as tomadas RCA MAIN INPUT do amplificador. Em seguida, vá à tela de configuração do receiver e faça os devidos ajustes.

Uma nova calibragem automática deverá ser realizada. Vários receivers possuem saídas pré-amplificadas para canais Dolby Atmos ou DTS:X. Nesse caso, conecta-se um amplificador às saídas PRE-OUT HEIGHT 1 e HEIGH 2. Para som ambiente, ligue um cabo estéreo analógico da saída zone (ZONE 2 OUT) do receiver à entrada do amplificador.

Vale lembrar:

  • A construção interna do amplificador com transformador blindado de baixo ruído e circuito balanceado, aliada ao capricho do fabricante no acabamento do painel, define o padrão e a viabilidade do aparelho, tanto em áudio estéreo Hi-Fi quanto multiroom; por isso, tenha em mente a sua utilidade no sistema.
  • A potência continua sendo importante, porém, analise também especificações como a impedância – que deve ser condizente com a das caixas, em geral de 4 a 8 ohms.
  • Modelos para uso Hi-Fi costumam ainda contar com circuito balanceado e entradas XLR, para minimizar a incidência de ruídos de fundo no som, muitas vezes trazidos pela rede elétrica.

  • Embora estranho para algumas pessoas, muitos amplificadores não vêm com botão de volume, pois esse controle de ganho é feito a partir de um estágio de pré amplificação de sinais de baixo nível, que pode ser feito no próprio receiver (ou num pré-amplificador à parte).
  • Todos os amplificadores possuem ao menos uma chave liga/desliga, mas para garantir maior comodidade o ideal é que o aparelho tenha uma entrada trigger de 12 volts. Assim, ao conectar um “cabinho” mini plugue (3,5mm) entre o amplificador e o receiver (ou pré), ambos podem ser ligados e desligados ao mesmo tempo.
  • Para facilitar, boa parte dos modelos já detectam automaticamente o nível de áudio e desligam seu circuito quando na ausência deste sinal.

 

* Artigo editado por Alex dos Santos. Para ver a matéria completa, faça o download da versão digital da revista HOME THEATER (edição nº 243).

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