
Durante painel na SET Expo, evento de tecnologias audiovisuais que está sendo realizado esta semana em São Paulo, o Ministério das Comunicações anunciou as regras para os fabricantes de TVs no padrão DTV+. A partir de agora, a indústria poderá começar a produzir televisores compatíveis com o novo sistema.
O padrão brasileiro de TV 3.0 estreou oficialmente durante a Copa do Mundo, com acesso limitado (somente algumas transmissões da TV Globo para São Paulo, Rio de Janeiro e Brasilia). Com a liberação de financiamentos para emissoras adquirirem transmissores e demais equipamentos necessários (veja aqui), a expectativa é que as transmissões se tornem mais comuns em 2027, ou talvez ainda este ano.
Atualmente, para receber o sinal DTV+ o consumidor precisa adquirir um receptor com antena compatível, que pode ser conectado a qualquer televisor. Agora, o Minicom definiu que os novos televisores já saiam de fábrica com o receptor integrado e uma antena embutida ou acoplável. Além disso, a regulamentação prevê mudanças físicas nos controles remotos, que passarão a contar obrigatoriamente com o botão DTV+ na primeira posição de destaque.

O menu das novas TVs também será modificado, abrindo sempre com um mosaico digital com os ícones de cada emissora. No DTV+, em lugar dos canais tradicionais, o sinal de cada uma será acessado através de um aplicativo exibido na tela, sendo que uma emissora poderá ter vários apps com os conteúdos que oferecer.
O secretário de Serviços de Radiodifusão do Minicom, Wilson Wellisch, anunciou ainda que será obrigatório nesse menu o ícone MaisBR, que dará acesso à plataforma de serviços públicos desenvolvida pelo governo federal. Nessa plataforma, o telespectador poderá acessar, por exemplo, serviços relacionados a saúde, aposentadoria, educação, documentos, tributos etc.
Segundo o Minicom, as exigências técnicas dos novos televisores vêm sendo discutidas com os fabricantes e com a Anatel, que atualmente realizada uma consulta pública para definir os requisitos de rádio-frequência e a certificação dos aparelhos.
Além disso, o grupo de trabalho Gired, que coordena a transição da TV Digital atual para a TV 3.0 (veja aqui), adquiriru 3 mil conversores para testes. Com base nesse trabalho, o Minicom irá definir as normas para fabricação desses aparelhos no país, a custo mais baixo que os modelos lançados inicialmente.
FONTES: Tela Viva e Minicom
Veja também:
Entenda em 9 pontos como a TV 3.0 vai mudar sua vida
Será que vale a pena esperar pela TV 3.0 para trocar de TV?
Padrão brasileiro de TV 3.0 pode ser modelo para outros países
Entenda a tecnologia 5G Broadcast, com recepção de TV ao vivo pelo celular



