
A Copa do Mundo, que começa no próximo dia 12 de junho e será realizada simultaneamente em três países (EUA, México e Canadá), será o grande teste para as novas tecnologias de TV e streaming. Essa é a visão da AWS (Amazon Web Services), o braço de infraestrutura da Amazon para data centers e serviços de streaming.
Durante o evento SET:30, organizado esta semana em Las Vegas, a gerente geral da AWS, Samira Panah Bakhtiar, disse que a Copa do Mundo será o grande divisor de águas para o mercado de mídia esportiva e streaming. “São eventos como esse em que não exista uma segunda chance: não pode haver atraso, nem queda de sinal”, disse ela, a uma plateia de convidados da SET, entidade que representa as emissoras de rádio e TV brasileiras.
O encontro aconteceu durante a convenção da NAB (National Association of Broadcasters), principal evento internacional do setor. Segundo Samira, a audiência de esportes espera acompanhar a transmissão em múltiplas telas, diferentes idiomas e com camadas adicionais de informação, como estatísticas em tempo real, recursos interativos, apostas e conteúdos sociais integrados.
“Vamos começar pelo desafio mais fundamental: a latência”, disse ela, ao comparar o modelo tradicional de radiodifusão com as arquiteturas modernas de streaming. A executiva destacou que o streaming já superou o broadcast tradicional em aspectos estratégicos.
Transmissões ao vivo na nuvem
Plataformas baseadas em nuvem permitem transmissões ao vivo em 4K com altíssima qualidade e latência cada vez menor, aproximando-se do tempo real exigido pelo esporte. “A nuvem oferece elasticidade, resiliência e inovação contínua, três fatores críticos para eventos esportivos de escala global”, explicou.
Samira argumentou que a combinação entre esportes ao vivo e tecnologia em nuvem cria um ambiente favorável à experimentação de novos formatos e modelos de negócio.Recursos como múltiplos ângulos de câmera sob demanda, personalização da experiência do usuário, inserção dinâmica de publicidade e integração com dados e inteligência artificial deixam de ser exceção e passam a ser expectativa do público.
Ao olhar para a próxima Copa do Mundo, Samira afirmou que o evento funcionará como um teste definitivo para essas tecnologias. “A Copa será o momento em que tudo isso se consolida. Ela vai mostrar, em escala máxima, como a mídia esportiva pode ser mais imersiva, interativa e resiliente”, afirmou.
FONTE: Revista da SET
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