
Uma decisão da FCC (Federal Communications Commission), agência reguladora subordinada ao governo dos EUA, ameaça afetar o funcionamento de milhares de residências no país.
A FCC anunciou que está revisando as normas referentes ao uso de frequências em padrões de uso doméstico como Z-Wave, o mais utilizado no mundo. A empresa NextNav solicitou que parte do espectro na faixa de 900MHz seja realocada para as redes 5G que sustentam vários serviços públicos.
Segundo a empresa, a infraestrutura de comunicações, baseada em GPS, atingiu uma situação crítica, ameaçando serviços como segurança pública e transportes terrestres e aéreos. No desenho original do sistema, as autoridades não previram backup e agora, com o aumento dos acessos, qualquer problema pode paralisar esses setores.
A FCC aceitou os argumentos e prometeu encontrar uma solução. A mais viável, segundo a Agência, seria utilizar a faixa de 900MHz, justamente a que atende sistemas de baixa potência, como são as instalações de casa inteligente.
Interferências: quem é o culpado?
O grande problema do uso da mesma faixa de frequências está nas interferências – em sua petição, a NextNav também pede que sejam removidas as proteções contra interferências nas residências. O fato preocupa os integradores americanos e já mobiliza entidades como a Z-Wave Alliance, que reúne fabricantes, provedores e desenvolvedores.
Em comunicado, a Z-Wave alertou que a redução da banda de 900MHz – que é usada há mais de 40 anos no segmento de projetos residenciais – pode causar “sérios danos reputacionais” à indústria como um todo, já que os usuários, ao notarem falhas em seus equipamentos, culparão os fabricantes e/ou os integradores.
“Quando se trata de sistemas que envolvem segurança e a vida das pessoas, até mesmo uma queda intermitente de sinal é inaceitável”, diz a entidade. “Não importa se um alarme, por exemplo, funciona na maior parte do tempo se ele falhar justamente na hora de uma emergência”.
Após a decisão da FCC, a Z-Wave Alliance começou a fazer consultas com seus membros para apresentarem possíveis alternativas. Além disso, ofereceu-se para fornecer orientação técnica à Agência e a outros órgãos do governo em Washington.
FONTE: CE PRO
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