Influência dos gamers se reflete nos lançamentos da CES

Monitor Samsung Odyssey G9

        Quase todos os fabricantes de TVs presentes à CES 2021 ressaltaram os novos recursos para otimizar a reprodução de games. O mesmo pode ser dito dos que produzem monitores, computadores, tablets e smartphones. Em 2020, especialmente após a pandemia, a indústria eletrônica descobriu que os gamers são uma camada à parte do público consumidor, e que precisa ser cultivada.

        O mercado mundial de jogos eletrônicos cresceu 12% no ano passado, na comparação com 2019, chegando à marca de US$ 126.6 bilhões em faturamento –considerando somente as vendas de jogos, não de consoles. No total, foram US$ 11.5 bi de receitas para fabricantes e desenvolvedores somente no mês de novembro! E isso no pior ano para a indústria em geral.

        Esses números explicam o movimento dos expositores da CES 2021. Ter boa capacidade de reproduzir games, inclusive aqueles mais complexos, com resolução 4K e gráficos que às vezes dão a impressão de se estar assistindo a um filme, tornou-se mandatório para TVs e monitores.



        A nova linha OLED, da LG, por exemplo, destaca avanços como Game Optimizer (imagem acima), processamento baseado em IA que consegue encontrar automaticamente o melhor ajuste de imagem para cada tipo de jogo. Como as linhas atuais da marca, esses TVs virão com baixíssimo tempo de resposta (especificado em 1 milisegundo), mas G-SYNC, FreeSync e VRR – nomes que os gamers de hoje conhecem bem.

        A Samsung obviamente não quer ficar atrás e, entre outros recursos, irá ampliar o modo Multiview, que permite dividir a tela da TV em várias. O jogador não precisará sair do jogo para conferir outros conteúdos, inclusive o mais usado deles atualmente: a troca de mensagens (sobre o próprio game) com amigos nas redes sociais.



        Outro recurso interessante das TVs Samsung 2021 é o formato de tela Super Ultrawide (veja acima), desenhada especificamente para games. Além do 16:9 convencional, os games poderão ser reproduzidos em 24:9 e até 32:9. Você vai poder ampliar o cenário do jogo nas laterais para encontrar mais facilmente seus atalhos e (mais importante) seus inimigos, além de utilizar a game bar, com detalhes sobre o jogo.

        Tanto LG quanto Samsung adotarão essas inovações também em seus TVs 8K, embora ainda não haja previsão de lançamento de algum game com essa resolução. A vantagem, prometem os fabricantes, é que será possível utilizar o recurso de upscaling para ampliar o detalhamento de jogos originalmente oferecidos em 4K e mesmo 1080p.



        Já a Panasonic chegou à CES com uma novidade em áudio, chamada SoundSlayer (imagem acima). Trata-se de um sistema surround pensado para instalação em volta da tela, incluindo processador 2.1 canais, caixas acústicas de 3 vias com subwoofer, tudo no mesmo gabinete.

        Usar TVs de 65 ou 75 polegadas (imagem) para games pode parecer um exagero, mas não entre jogadores fanáticos. Sabendo disso, os fabricantes estão adotando essas inovações também em telas menores, até a faixa de 43”. Para quem se satisfaz com menos do que isso, ou prefere mesmo o isolamento social de um monitor particular, a CES também apresentou boas novas.


         A badalada linha de monitores Odyssey G9, da Samsung, com suas linhas curvas para aumentar a concentração nos jogos, está sendo ampliada este ano para 49 polegadas e frequência de 240Hz. Idem para as séries LG Ultra (imagem acima), que além dos gamers visa também os criadores de conteúdo digital, faixa de público que inclui arquitetos, designers e desenvolvedores. Eles poderão produzir seus materiais em 4K e transferi-los com maior rapidez para outros dispositivos que tenham o conector Thunderbolt 4.

        Para os que preferem jogar em dispositivos móveis, uma boa novidade da CES este ano foi a renovação da série ROG (Republic of Gamers), da taiwanesa Asus. São quatro modelos de notebooks 4K desenvolvidos especificamente para jogos. Trazem recursos como tela giratória (360o) do tipo touch, frequência de 360Hz e resposta de 3 milisegundos, bem inferior aos notebooks atuais.

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