Quem vence a batalha dos assistentes virtuais?

Por JULIO COHEN, enviado especial a Las Vegas.

A luta pela liderança do mercado de assistentes virtuais teve mais um round durante a temporada de festas de final de ano, nos Estados Unidos – um movimento que ressalta as apostas pesadas pela preferência do consumidor dentre os dispositivos conectados.

Numa batalha que envolve duas das maiores empresas de tecnologia do planeta, os investimentos em compra de mídia de Google e Amazon ultrapassaram os US$ 74 milhões, quando somados. O montante foi contabilizado pelo período de um mês: entre a semana do feriado de Ação de Graças, no final de novembro, e o dia seguinte ao Natal, em 26 de dezembro.

De acordo com os números calculados pela iSpot.TV, o orçamento do Google foi superior –US$ 42 milhões para promover o assistente Google Home. Já a Amazon investiu mais de US$ 32 milhões para impulsionar as vendas do Alexa.

Estão nessa conta desde inserções em sites especializados a espaços em horário nobre na TV, como os intervalos das transmissões de futebol americano. Além dos anúncios, Google e Amazon também cortaram em 40% os preços para seus alto-falantes inteligentes portáteis, reduzindo em US$ 20 o preço final para o consumidor durante a temporada de férias.

De acordo com analistas de mercado, ainda é cedo para apontar qual empresa foi a campeã dessa disputa. Mas tudo indica que a vantagem, hoje, está com a Amazon. Sem detalhar as informações, a companhia anunciou ter comercializado dezenas de milhões de aparelhos com seu assistente virtual embarcado, durante o final de ano. O Google não divulgou seus números.

Já de acordo com as estatísticas da consultoria App Annie, o aplicativo para interagir com a Alexa, da Amazon, ficou em primeiro lugar dentre os mais baixados durante o feriado de Natal – e também no dia seguinte. O aplicativo do Google Home ficou em sexto lugar nesta lista.

A venda de mais unidades durante o período de Natal é somente uma vitória em uma guerra mais longa, sobre qual assistente virtual se tornará o “agente de escolha” que oferece a extensão mais útil e conveniente para a vida das pessoas – uma disputa que envolve também a Apple, com o Siri.

 

Texto publicado original no site Meio & Mensagem, com informações do Advertising Age. Clique aqui para ver na íntegra.

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