
Cerca de 910 mil famílias de baixa renda, nos estados de São Paulo, Rio e Distrito Federal, deverão receber gratuitamente os receptores para captar em suas TVs os sinais da TV 3.0. Nesta 3a feira, o GAISPI (Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência), que coordena a implantação do padrão DTV+, aprovou a verba para esse projeto.
O GAISPI é um grupo de técnicos formado pela Anatel para executar as tarefas práticas do DTV+. A proposta de distribuição dos receptores havia sido apresentada pela EAF (Entidade Administradora da Faixa), empresa criada pelas operadoras de celular para coordenar a transição de frequências do novo padrão brasileiro de TV aberta.
Os recursos, num total estimado em R$ 1,66 bilhão, virão da venda de frequências no espectro 3,5GHz que antes atendia as transmissões de TV por satélite (Banda C). Com a implantação do DTV+, essas frequências foram adquiridas pelas operadoras para uso nas rede de telefonia celular 5G.
Distribuição em 24 meses
Seguindo o plano aprovado pelo Ministério das Comunicações, famílias de baixo poder aquisitivo, incluindo as beneficiárias do Bolsa Família inscritos no CadÚnico, receberão de graça seus receptores. Segundo a EAF, o custo por família é estimado em cerca de R$ 1.400, incluindo equipamentos (receptor e antena), logística de distribuição e instalação. A EAF fixou em 24 meses o prazo para distribuição dos aparelhos.
O GAISPI também aprovou a proposta da EAF para construção de um data center de última geração para processamento de dados e aplicações de inteligência artificial para a administração pública federal. Um dos pontos-chave do DTV+ é a criação de uma plataforma de serviços públicos (segurança, saúde, previdência, documentos etc.) que poderá ser acessada pelo usuário na própria TV.
Os dois projetos – distribuição de receptores e implantação do data center – precisam ser agora ser aprovados pelo Conselho da Anatel.



