
O conceito é antigo: um subwoofer, caixa acústica responsável pelos sons graves, precisa ser grande para ter bom desempenho. Só que a tecnologia evolui, e alguns modelos de 8 e até 6 polegadas, lançados nos últimos anos, chegam a superar os “gigantes” de 10” e 12”.
O tamanho é, sem dúvida, um fator crucial para a reprodução das baixas frequências. Estas movimentam grandes quantidades de ar dentro da caixa: se o espaço é pequeno, os graves acabam saindo abafados ou descontrolados. Mas alguns avanços tecnológicos vêm permitindo contornar esse problema:
*Amplificação Classe D, capaz de gerar mais potência mesmo com falantes menores
*Drivers mais rígidos e com maior excursão
*Circuitos DSP mais eficientes, que controlam os filtros e a equalização
Os bons subwoofers compactos utilizam ainda radiadores passivos, que controlam grandes massas de ar aliviando o trabalho dos falantes. E um conjunto de circuitos que gerencia em tempo real a circulação do ar dentro do gabinete.
Esses subwoofers melhoraram também por uma exigência do mercado. A maioria das pessoas possui salas pequenas ou médias, até 30m², onde subs maiores acabam criando vários problemas: reflexões descontroladas dos sons pelas paredes e o teto, excesso de vibrações muitas vezes irritando os vizinhos e ressonâncias que chegam a encobrir determinadas frequências.
Sub no lugar certo, de acordo com o ambiente

Há ainda o fator estético. Muita gente resiste àquela grande “caixa preta” no canto da sala e acaba sacrificando os graves para preservar o design do ambiente. Com os subs compactos, fica mais fácil conciliar as coisas. Pode-se trocá-los de lugar ou mesmo escondê-los sem risco de prejudicar a performance. E, para quem gosta, há modelos de formato mais estreito e até os do tipo “esfera”.
Alguns projetistas vêm inclusive sugerindo a seus clientes o uso de dois subs compactos em vez de um grande. Dependendo do modelo, pode até sair mais barato. A vantagem é poder posicionar um de cada lado do ambiente e ajustá-los para trabalharem de modo complementar entre si.
Nunca é demais lembrar que o subwoofer é, sim, elemento indispensável na reprodução sonora, tanto de música quanto filmes. As baixas frequências, faixa que compreende sons de até 200Hz, estão presentes em todo tipo de conteúdo e são cruciais, por exemplo, para o envolvimento nos filmes, principalmente aqueles com muitos efeitos sonoros.
Embora algumas caixas acústicas tenham capacidade para reproduzir esses sons, elas costumam ser muito mais caras do que as convencionais. O subwoofer foi inventado justamente para preencher esse papel: ser o elemento dedicado a complementar o trabalho das caixas, cuidando especificamente das frequências abaixo de 200Hz.
Aumentar o volume não melhora o som

Um hábito comum dos usuários é aumentar o volume para obter maior impacto dos graves, especialmente em cenas de ação dos filmes ou na reprodução de música eletrônica. Mas esse é um erro, porque a melhor forma de apreciar os graves (e sentir de fato seu impacto) é com um bom controle, não com volume alto.
“Controle” é um conceito acústico fundamental aqui, porque as baixas frequências se espalham em todas as direções pelo ambiente – ao contrário de médios e agudos, que são direcionais. Num sub ruim, as ondas sonoras continuam se movimentando após o som ser reproduzido. Numa sequência musical ou de filme, isso resulta em mero “embaralhamento” sonoro. Um bom subwoofer evita o problema controlando a propagação dos graves.
Ao escolher seu subwoofer, verifique o tamanho adequado ao seu espaço e, principalmente, sua compatibilidade com as caixas acústicas que você já possui. Não há necessidade que seja tudo da mesma marca, mas é preciso evitar discrepâncias em especificações como resposta de frequências, por exemplo.
5 opções em subwoofer compacto
A seguir, apresentamos uma seleção de 5 modelos compactos à venda no Brasil com garantia dos fabricantes:

ABSOLUTE TERRA T8 – Com falante e duto de ventilação voltados para o piso, libera 200W de potência e possui pés desenhados para absorver a energia dissipada em superfícies como carpetes, pisos de madeira ou mármore.

AAT COMPACT CUBE G2 – Com apenas 6”, libera potência máxima de 120W (60W contínuos) e reproduz graves de 55 a 150Hz. Seu falante também é voltado para o piso.

B&W ASW608 – Com 8”, possui gabinete selado e é recomendado para espaços pequenos. Sua potência é especificada em 200W, com resposta de 32 a 140Hz.

JBL CI8P – Outro modelo de 8” destinado a salas pequenas ou médias, libera 100W de potência e tem resposta de 35 a 200Hz, segundo o fabricante. Falante voltado para o piso.

GALLO PROFILE SUB – O diferencial aqui é o formato do subwoofer, com apenas 18cm de largura, o que facilita a instalação discreta, seja na vertical ou na horizontal.
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