
A edição 2026 da CES, maior feira internacional de tecnologia do planeta, começa nesta 3ª feira (06) com grande expectativa. Todo início de ano, os fabricantes aproveitam o evento para exibir protótipos e testar a reação dos profissionais que visitam a feira de Las Vegas.
Samsung, LG, TCL, Hisense, Toshiba, Sony, Sharp e outras grandes marcas vão demonstrar suas novas tecnologias de displays. São elas que determinam as principais tendências de mercado, e alguns de seus produtos (veja abaixo) já foram inclusive lançados na China, Coreia e Japão.
E a palavra de ordem quando se trata de TVs é: MicroRGB. Três desses fabricantes iniciam o ano competindo diretamente para provar que sua tecnologia de displays é superior.
Mas atenção: não confunda “MicroRGB” com “MicroLED”, o tipo de painel mais eficiente. Painéis MicroLED são formados por leds que geram imagens emitindo a própria luz, mas são leds microscópicos de alta durabilidade.
Atualmente, os painéis MicroLED são usados apenas em painéis de grande porte, mais para uso comercial, com preços proibitivos para o consumidor. Aqui, mais detalhes.

Já MicroRGB se refere a painéis de leds convencionais (backlights), que servem para iluminar o painel de cores (LCD) onde as imagens são geradas. A sigla RGB vem das três cores primárias (vermelho, verde e azul); esses painéis produzem luz separadamente nessas três cores, com melhor aproveitamento que os leds convencionais, que emitem apenas luz branca.
Essa confusão de nomes – que às vezes parece até proposital – pode complicar a vida do consumidor na hora de escolher. Vamos então explicar cada um dos três tipos de painel. Veja aqui as principais diferenças:

1. MicroRGB – Apresentada pela Samsung no ano passado, chega agora oficialmente à CES essa tecnologia que utiliza leds até 100X menores que os convencionais (segundo a empresa coreana). Teoricamente, quanto menores os leds mais preciso é o gerenciamento da luz que incide sobre o LCD.
Isso se torna ainda mais decisivo à medida em que temos mais conteúdos gravados em HDR (alta gama dinâmica), principalmente nos padrões Dolby Vision e HDR10+, nas plataformas de streaming (veja este vídeo).
Usando processador de última geração e algoritmos de IA, as novas TVs Samsung oferecerão melhor desempenho em cores, brilho e contraste. Neste link, uma prévia dessa tecnologia.
Na CES 2026, a Samsung apresenta a linha completa que será lançada ao longo do ano, em tamanhos de 55”, 65”, 75”, 85”, 100” e 115”.

2. Micro RGB evo – Já a LG não informou até agora o tamanho dos leds utilizados em suas novas TVs. Aparentemente, são minileds como os de suas TVs QNED, encontrados também nas Samsung Neo QLED. Ou seja, menores em tamanho e superiores aos leds convencionais, mas não tanto quanto os leds microscópicos anunciados pela Samsung.
A LG, porém, segue aqui o mesmo conceito da concorrente: leds com as três cores primárias oferecendo iluminação intensa, porém controlada via processador, para o painel LCD. Os ganhos em termos de brilho, cores e contraste são inquestionáveis.
Mas, como no caso da Samsung, os resultados vão depender essencialmente da eficiência do processador utilizado em cada TV. Serão lançadas versões de 75”, 86” e 100”.

3. RGB MiniLED – A chinesa Hisense foi a primeira a lançar no Brasil uma TV com led RGB, mas optou por um caminho diferente. Seus leds são 20X menores que os convencionais, ou seja, teoricamente a precisão na reprodução das cores é inferior à das TVs Samsung.
Mas a Hisense traz outro trunfo. Suas TVs MiniLED são extremamente brilhantes, com picos de 8.000 nits, ou 4X que as melhores TVs atuais. Além disso, os leds são distribuídos em até 20 mil “zonas” no backlight, o que permite gerenciamento mais eficiente da intensidade luminosa em cada segmento da tela.
Na CES 2026, a principal novidade da Hisense é tornar essa tecnologia mais “popular”. Até agora, só conhecíamos o modelo 116UX, de 116” (veja aqui), com preço sugerido na casa de R$ 150 mil. Para este ano, a fabricante chinesa promete opções de 55”, 65”, 85” e 100”.



