Quais as principais vantagens dos painéis orgânicos

       Os nomes até podem confundir, mas na prática se sabe que OLED e QLED são dois conceitos totalmente diferentes. Enquanto os painéis OLED baseiam-se em elementos químicos orgânicos, que por natureza são mais sensíveis e emitem luz própria, os QLED são LCDs revestidos com uma camada de pontos quânticos (Quantum Dots), derivados do silício, que necessitam de iluminação externa.

        Quantum Dots são talvez o mais importante avanço da tecnologia LCD, que vem dominando o mercado desde o final do século 20. Daí por que a LG e outros fabricantes de OLED não aceitam as comparações com QLED, considerando que são estruturas internas diferentes.

        A imagem num TV LCD é formada dentro de um recipiente contendo um líquido que brilha ao receber impulsos elétricos; só que esse brilho não é suficiente para exibição na tela, exigindo um painel complementar, o chamado backlight. A imagem exibida depende da intensidade dessa luz e também de seu perfeito alinhamento com os cristais líquidos. Para isso, são utilizados vários filtros internos.

Comparação entre as estruturas internas dos displays LCD (à esquerda) e OLED: neste, não há necessidade de backlight, que fornece a iluminação para o painel de cristal líquido. Com isso, o aproveitamento da luz é mais eficiente para produzir imagens mais contrastadas e cores mais definidas.

        Num TV OLED, nada disso é necessário (veja a ilustração). O próprio painel onde estão os pixels emite a luz necessária, e com muito mais precisão, já que os diodos orgânicos são mais sensíveis à luz e respondem instantaneamente aos impulsos elétricos. Daí resultam imagens mais nítidas e contrastadas, com maior sensação de profundidade, ainda que sem o mesmo brilho.

        Em TVs QLED mais avançados, com backlight do tipo FALD (Full-Array Local Dimming), a iluminação mais eficiente proporciona imagens mais brilhantes e até cores mais vivas. A diferença em comparação com OLED acaba sendo o contraste, que na opinião da maioria dos especialistas é a especificação mais importante para definir a qualidade da imagem em vídeo.

        Em displays OLED, trabalha-se com o conceito de “contraste infinito”, pois não há limitações para a absorção de luz pelo painel. Isso pode ser observado, por exemplo, quando colocamos lado a lado um TV OLED e um que utilize painel LCD: no primeiro, o preto da tela é mais denso, profundo, confirmando que não há vazamentos de luz.

        Todo TV LCD necessita de backlight, como explicado acima, e por isso é praticamente impossível evitar os vazamentos. A especificação “nível de preto” (Black Level) é uma das mais importantes para se analisar o desempenho de qualquer display. Está diretamente relacionada à taxa de contraste (contrast ratio), indicando que o aparelho é capaz de reproduzir maior amplitude de variações entre o máximo branco e o máximo preto.

         Outra distinção significativa entre os dois tipos de painel está no ângulo de visão lateral, quando a imagem se altera (principalmente as cores) conforme a posição de quem assiste. O ideal é que a pessoa de frente para o centro da tela tenha a mesma visão de alguém sentado nas laterais da sala, mas na prática isso raramente acontece.

        Nos TVs OLED, percebe-se que o ângulo lateral é mais amplo, permitindo que mais telespectadores visualizem a mesma imagem. A diferença é mais perceptível com imagens em movimento, como filmes de ação, desenhos, esportes e videogames.

        Por causa da maior sensibilidade dos leds orgânicos, TVs OLED são também mais apropriados para a reprodução de games. O painel responde mais rápido às variações de luz nas cenas e aos comandos que determinam os movimentos de personagens e objetos.

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