Dolby Atmos melhora a reputação das caixas soundbar

Por Alex dos SantosSempre dizemos que soundbars combinam com ambiente pequeno, mas isso não significa que devem ter desempenho inferior. Uma soundbar (“barra de som”) consiste basicamente de falantes pequenos, amplificador com fonte de alimentação chaveada (Classe D), processador e conexões para um ou mais dispositivos – tudo isso no mesmo gabinete horizontal, pensado para instalação abaixo do TV. Costuma ser vendida em conjunto com um subwoofer ativo, que melhora a reprodução dos graves, algo quase impossível com os pequenos falantes da soundbar. A proposta é ter uma alternativa ao som, em geral ruim, produzido pela maioria dos TVs.

Nos últimos anos, os fabricantes vêm aperfeiçoando as soundbars, a tal ponto de alguns modelos entregarem boa potência com baixa distorção, tornando-se alternativas viáveis também na reprodução de música ambiente. Por outro lado, é sabido que dificilmente se pode obter, com uma soundbar, envolvimento surround similar ao produzido por um conjunto de caixas devidamente posicionadas.

As características acústicas da sala, que deve ser pequena e com paredes simétricas, são determinantes no bom resultado de atraso e anulação do som. Esses processos, atribuídos à tecnologia DSP (Digital Signal Processing) embarcada nas soundbars, visam passar a impressão de que os efeitos “viajam” ao redor dos ouvintes.

A chegada da tecnologia Dolby Atmos nessa categoria de caixas abre as portas para uma sensação sonora tridimensional, capaz de surpreender em espaços compactos. Estão chegando ao mercado brasileiro soundbars de marcas como LG, Samsung, Sony, Onkyo, Polk e Integra, com processador Atmos e diversos falantes. O objetivo é gerar uma percepção de áudio vertical (altura) a partir de qualquer conteúdo, sem a necessidade de demais caixas na sala.

É o que se chama “áudio baseado em objetos”: parte dos sons do filme é projetada para o teto, onde reflete para atingir os ouvintes em sua posição de audição, proporcionando maior imersão, enquanto os diálogos permanecem centrados.

Principais responsáveis pela extinção dos antigos sistemas de home theater in-a-box, as soundbars reúnem modos surround para filmes, games e esportes, além de conexões básicas para o decoder de TV paga, player (DVD ou Blu-ray) e dispositivo portátil.

Neste quesito, o modelo SB450, da JBL, se destaca: pode-se fazer a ligação com apenas um cabo HDMI, que trafega os sinais de áudio e também de vídeo 4K, inclusive em HDR, o melhor padrão de imagem da atualidade. Essa soundbar possui 3 entradas HDMI e mais uma saída HDMI ARC, que é útil no retorno de áudio dos TVs smart.

Grande parte das soundbars traz ainda conexão Bluetooth fácil de parear com smartphone ou tablet, além de entrada digital óptica, que evita perdas e ruídos de interferências. A soundbar YAS-207, da Yamaha, é a primeira com o processador DTS Virtual:X, baseado no DTS:X (semelhante ao Dolby Atmos). A ideia é a mesma: enganar o cérebro para criar um som espacial que passa sobre as cabeças dos ouvintes.

No DTS Virtual:X, os sinais estéreo e multicanal são analisados em tempo real, com algoritmos avançados que sugerem em quais falantes os sons devem ser melhor reproduzidos.

A diferença, segundo a Yamaha, é que o envolvimento sonoro não depende de reflexões de parede ou teto nem do tamanho ou formato da sala.

Mas há soundbars para todos os gostos (e bolsos): desde as mais baratas, a partir de R$ 300, até aquelas com performance e acabamento refinados. A francesa Focal Dimension tem gabinete em alumínio rígido e a opção de ser acoplada a um sub da marca, para ser instalada sob um TV de até 55”.

Já a Panorama 2, da inglesa B&W, é construída em aço inoxidável com nove falantes, entre os quais dois subs integrados (veja outras o slideshow).

CONFIRA ANTES DE COMPRAR

  • Para melhor sensação de envolvimento e impacto nos graves, sempre dê preferência a soundbars com subwoofer; ou, pelo menos, com saída para sub ativo a ser adquirido à parte;
  • Não espere ouvir a mesma ambiência e tridimensionalidade sonora de um home theater completo (com 5 caixas separadas), ou o palco sonoro de um sistema estéreo com caixas devidamente posicionadas;
  • Soundbars equipadas com maior número de canais (e falantes) simulam melhor a presença de mais caixas no ambiente e costumam ser mais convincentes em envolvimento surround;
  • Em certos casos, a potência informada pelo fabricante, tanto para o sub como para a soundbar, é superestimada e especificada como potência de pico ou dinâmica. Baixe o manual e observe à medição real, que pode ser descrita como “RMS contínua”;
  • Verifique a possibilidade de ouvir o sistema em um show room, cujas dimensões da sala sejam condizentes com a sua;
  • Procure soundbar com saída digital HDMI ARC ou óptica, para reproduzir sem perdas o áudio Dolby Digital 5.1 de emissoras e serviços de streaming (Dolby Digital Plus), aumentando a sensação de envolvimento;
  • As soundbars convencionais trazem controle IR. As caixas com conexão HDMI podem ser comandadas pelo controle do TV, através do protocolo de comunicação CEC (Consumer Electronics Control). Outras, como as mais recentes da Yamaha, também aceitam app para Android e iOS.

TIPOS DE SOUNDBARS

É possível encontrar três tipos de soundbar, sendo a mais comum com amplificador e falantes internos, o que basta para conectar diretamente a qualquer TV; podem vir com ou sem subwoofer.

Outra solução inclui soundbar, sub sem fio e um receiver slim, que concentra amplificação, processadores e conexões. É o caso dos modelos Integra DLB-5 e Onkyo SBT-A500, que podem ser encomendados aos seus respectivos distribuidores (respectivamente, Som Maior e Disac). Possuem decoders Dolby Atmos e DTS:X, cinco conexões HDMI (uma ARC) e conectividade Chromecast Audio, para o acesso a serviços de streaming na web.

O terceiro tipo de soundbar, mais barata, vem sem amplificador ou processador, mas com falantes passivos dedicados a cada canal. Exige a alimentação de um receiver, a ser adquirido à parte, e por isso é um tipo de soundbar hoje menos procurado.

Também variam os formatos. Para quem tem TV de tela curva, por exemplo, fabricantes como Samsung desenvolveram modelos que acompanham esse desenho; é possível escolher a soundbar na mesma largura do TV, para melhor combinação estética.

Outros fabricantes são ainda mais ousados, como a Semp TCL, que criou – em conjunto com a americana Harman Kardon – as primeiras soundbars cilíndricas, para acompanhar seu TV QLED X6, de incríveis 85 polegadas: a caixa já vem montada na estrutura do TV, com inegável impacto visual.

O FUTURO DAS SOUNDBARS

Desde que foram lançadas, as soundbars ganharam modernos processadores DSP, conectividades wireless e HDMI e até recursos de multiroom e de rede. Com a tendência dos equipamentos conectados, espera-se que os principais modelos possam ser operados por meio de reconhecimento de voz.

Na CES 2018, em janeiro, a Polk apresentou uma soundbar com a tecnologia Amazon Alexa. Além de permitir comandar as funções da própria caixa, o assistente de voz é utilizado como interface para o usuário controlar o sistema de automação da casa (se compatível).

E para quem não se convence com simuladores surround, tanto a Polk quanto a Sonos desenvolvem caixas sem fio para uso como traseiras. A exemplo do que ocorre com o sub, essas satélites wireless recebem sinal da soundbar via RF, para maior flexibilidade de posicionamento.

Para ver testes de soundbars e saber mais sobre esse assunto, clique aqui e baixe as edições 235, 246, 259, 261 e 262 da revista HOME THEATER & CASA DIGITAL.

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